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Bitcoin recua com saída de recursos dos ETFs enquanto mercado observa inflação e decisão de juros nos EUA

O Bitcoin recuou da casa dos US$ 84 mil em 12 de outubro, em meio a uma semana de saídas fortes de dinheiro dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin, segundo a CoinDesk. A criptomoeda chegou perto de US$ 84.250 no início do dia, mas, por volta das 10h30 (UTC), era negociada perto de US$ 83.400, segundo dados da própria CoinDesk.

Por que o Bitcoin devolveu os ganhos

O Bitcoin subiu no começo do dia quando o petróleo caiu nas horas asiáticas, provavelmente em resposta ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de um acordo para que a Rússia forneça 300 mil toneladas de diesel ao mercado, o que alivia parcialmente as sanções americanas ao petróleo russo, segundo a CoinDesk. O petróleo se recuperou depois e o barril do WTI voltou a US$ 92,63, alta de 0,8% no dia. O Bitcoin acompanhou o movimento e perdeu parte dos ganhos.

Os ETFs de Bitcoin e a saída de recursos

Um ETF é um fundo negociado em bolsa, como uma ação, que busca acompanhar o preço de um ativo. No caso dos ETFs de Bitcoin à vista, esse ativo é a própria criptomoeda.

Segundo dados da SoSoValue citados pela CoinDesk, os ETFs de Bitcoin à vista listados nos EUA tiveram saída líquida de US$ 681 milhões na semana passada, a maior desde junho. A maior parte do movimento ocorreu na quarta e na quinta-feira (7 e 8 de outubro). Para Vikram Subburaj, CEO da corretora indiana Giottus, ouvido pela CoinDesk, as saídas fortes desses dois dias indicam cautela entre investidores institucionais.

Analistas ouvidos pela CoinDesk apontam US$ 82 mil como um nível de suporte importante, isto é, uma faixa de preço que os compradores precisam defender para evitar quedas maiores. Um deles também afirmou que os rendimentos dos títulos do Tesouro americano atingiram máximas de 24 anos na semana encerrada em 9 de outubro.

Inflação dos EUA e juros

O próximo teste do mercado é o CPI, o índice de preços ao consumidor, principal medida da inflação nos EUA. O dado de setembro será divulgado em 14 de outubro, às 8h30 (horário de Nova York). Segundo a CoinDesk, a projeção é de 3,6% em 12 meses, contra 3,4% no mês anterior.

Os investidores esperam que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, mantenha os juros na reunião de outubro, segundo a CoinDesk. A BeInCrypto informa que, em 8 de outubro, a probabilidade de uma alta de juros na reunião de 28 de outubro havia caído para 18,3%, segundo a ferramenta CME FedWatch, depois de dados fracos de emprego e de uma inflação de agosto abaixo do esperado. O Fed subiu os juros em setembro, a primeira alta desde 2023, e uma nova alta em dezembro continua em jogo, segundo a mesma fonte.

A BeInCrypto também aponta que o rendimento do título americano de 10 anos chegou a 5,342% em 1º de outubro, o maior desde 2002. Segundo a publicação, a manutenção dos juros em outubro poderia aliviar uma pressão sobre o Bitcoin, mas não elimina o risco de nova alta mais adiante.

O que mais está na agenda da semana

Segundo a CoinDesk, a semana inclui:

  • 14/10: divulgação do CPI dos EUA e dos resultados trimestrais da BlackRock;
  • 15/10: resultados trimestrais do BNY e reunião dos desenvolvedores do Ethereum, que vão discutir as atualizações Glamsterdam e Hegotá.

Para analistas ouvidos pela CoinDesk, o CPI de 14 de outubro pode ser o próximo grande catalisador do mercado.

Fontes

Aviso: Este artigo possui caráter estritamente informativo e educacional, não constituindo recomendação de investimento ou aconselhamento financeiro de qualquer natureza.

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